Palete PBR - Quinze anos de história
O
sucesso na implantação do palete padronizado de distribuição no Brasil deve
muito a um fato ocorrido há exatos quinze anos. A criação, em 1986, do
departamento de Logística da Abras representou o início efetivo de um trabalho
de conscientização que culminou na consagração, hoje, do Palete Padrão
Brasil (PBR) como modelo nacional para a movimentação, armazenagem e distribuição
de mercadorias entre a indústria fornecedora e os setores supermercadista e
atacadista. Coordenado por Paulo Lima, executivo do grupo Pão de Açúcar, o
departamento de Logística da Abras deu origem, dois anos depois, ao Grupo
Palete de Distribuição (GPD), sob a coordenação de José Geraldo Vantine, da
Vantine & Associados Consultoria em Logística. Entre 1988 e 1990, um grupo
restrito de profissionais aprofundou os estudos sobre o palete e criou a
metodologia de trabalho. Foram criados protótipos para se definir o palete padrão.
Sob a supervisão do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), testes de campo
foram realizados nas empresas Nestlé, Gessy Lever, Pão de Açúcar e
Transportadora Dom Vital com protótipos fornecidos pela Paletes Canozo. Com a
definição do modelo considerado ideal (1,00 x 1,20m, face dupla não reversível
e quatro entradas, entre outras especificações), pôde-se, afinal, em agosto
de 1990, realizar o I Fórum Nacional de Paletização, que deu início à
segunda fase do projeto, a de implantação. Criou-se, então, o Comitê
Permanente de Paletização (CPP), encarregado de centralizar todas as ações a
partir daquele momento. Compete ao CPP, entre outras atribuições, administrar
a implantação do PBR, manter atualizada a sua norma de especificação e
administrar o credenciamento dos fabricantes. De acordo com o presidente do CPP,
José Geraldo Vantine, a marca PBR passou a ser uma espécie de selo de
qualidade do palete padrão. "O modelo único permite o mais importante,
que é a redução de custo operacional por meio da integração entre
fornecedores e supermercadistas", resume Vantine.
Artigo publicado na Revista SuperHiper